O tabagismo pode ser uma causa de surtos de ansiedade.

 31/05/2021

O tabagismo pode ser uma causa de surtos de ansiedade.



O Dia Mundial sem Tabaco é celebrado no dia 31 de maio. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar as pessoas sobre os riscos do fumo para a saúde.

O tabagismo, hábito de fumar várias vezes ao decorrer do dia, é a principal causa de mortes evitáveis no mundo. São cinco milhões de óbitos por ano, o equivalente a 10 mil mortes por dia, sendo 200 mil mortes só no Brasil. Apesar disso, 1,2 bilhões de pessoas ainda fumam, sendo 31 milhões em nosso país, o que significa 22,4% do total da população brasileira, segundo dados da OMS.
 
Inúmeras pesquisas científicas já comprovaram que o consumo do tabaco está associado ao surgimento de inúmeras doenças. Infarto, derrame cerebral e cânceres de pulmão, boca, fígado, estômago e pâncreas são apenas algumas. No entanto, a ação negativa do cigarro também gera efeitos no cérebro dos fumantes..
 
A atuação da nicotina no corpo

O cigarro é capaz de provocar surtos de ansiedade, tanto pelo consumo da nicotina, quanto por sua ausência. Quando o tabagista fica sem fumar, a falta de nicotina leva à ansiedade crescente. O fumante perde a tranquilidade, fica agitado e nervoso e não consegue se concentrar em mais nada.

A nicotina é uma substância que é rapidamente eliminada pelo corpo, o que torna frequentes as crises de ansiedade, que se repetem ao longo do dia. Para evitá-las, o fumante mantém o maço de cigarro sempre por perto, porque sabe que os sintomas são crescentes e podem se tornar insuportáveis. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão extremamente ligadas.
 
A interrupção do consumo de cigarros leva o paciente a um quadro de abstinência. Os primeiros dias são os piores. Além da ansiedade, as manifestações incluem irritação, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, alterações no sono, dificuldade extrema de concentração e alternância entre apatia e agressividade.
 
Para se livrar do cigarro

O vício pode ser eliminado por meio do tratamento psiquiátrico, que irá variar de acordo com o grau de dependência e da disposição do paciente. Tabagistas com uso intenso, mas fortemente motivados podem ser mais fáceis de tratar do que outros com pouco uso, porém desmotivados.
 
O tratamento consiste em reduzir ou minimizar os efeitos da retirada da nicotina, principalmente ansiedade e depressão. Alguns medicamentos utilizados buscam aumentar os níveis de dopamina no corpo, um neurotransmissor que dá a sensação de prazer, imitando a atuação da nicotina. Outros pacientes podem se beneficiar da terapia cognitivo-comportamental e do consumo de doses baixas de ansiolíticos, substâncias que diminuem a ansiedade.

7 motivos para parar de fumar já!

Motivos não faltam para extinguir o fumo da sua rotina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2030, oito milhões de pessoas morram por ano por conta desse péssimo hábito. A epidemia do tabagismo matou 100 milhões de pessoas no século XX , já que há mais de 50 doenças relacionadas a esse hábito, mas que poderiam ser evitadas. Confira doze dos inúmeros malefícios de fumar:


1 - Redução de olfato e paladar
O fumo traz sérias alterações na boca e no nariz. Os agentes químicos presentes no cigarro atuam como irritantes da mucosa bucal, o que resseca e aumenta a camada de queratina. O fumo promove alterações nas papilas gustativas, o que impede que o fumante sinta o real sabor dos alimentos.

Além disso, o cigarro é prejudicial para a mucosa olfativa, já que seu efeito térmico pode levar a lesões que alteram o olfato.


2 - Doenças gastrointestinais
A digestão já fica prejudicada por conta das alterações no paladar. Para completar o desastre, a nicotina no sistema digestivo provoca a diminuição da contração do estômago e provoca irritação. O uso contínuo do cigarro enfraquece o músculo que impede o refluxo, o que aumenta o contato de ácido gástrico com a mucosa esofágica. O tabaco ainda facilita a infecção por bactérias causadoras da úlcera gástrica.


3 - Câncer de boca
95% dos pacientes com câncer de boca fumam. O motivo é a composição do cigarro: Ele é produzido por cerca de 4.700 substâncias tóxicas, sendo 60 cancerígenas. Esse emaranhado de elementos nocivos presentes no tabagismo ainda é responsável por diversos outros tipos de câncer, principalmente nas vias aéreas, como laringe, esôfago e pulmão.

A nicotina também desestrutura a parte óssea da boca e danifica a estética vermelha natural da gengiva. O esmalte dos dentes é atingido pelo alcatrão. Ela penetra no esmalte superficial e causa o escurecimento deles.


4 - Problemas de visão
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCA, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade.

Os efeitos maléficos do tabagismo também estão associados à queda das pálpebras. Isso pode provocar uma diminuição do campo visual e o aparecimento da oftalmopatia de Graves, doença que apresenta como sintomas retração palpebral, edema palpebral, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho, entre outros.


5 - Alteração das funções dos genes
A exposição à fumaça de cigarro altera a formação das células por conta do comprometimento da função de alguns genes, segundo um estudo realizado pela Southwest Foundation for Biomedical Research, nos Estados Unidos.

Os cientistas analisaram 1.200 pessoas e identificaram 323 genes que sofrem alterações na hora de converter informações genéticas em funções celulares por causa da fumaça do cigarro. Essas alterações têm grande influência negativa no sistema imunológico e um forte envolvimento no processo de morte das células e desenvolvimento de câncer.


6 - Doenças neurológicas
Cientistas do National Brain Research Center, da Índia, descobriram uma ligação direta existente entre tabagismo e danos cerebrais. Um composto do cigarro, chamado NNK, desencadeia uma resposta exagerada do cérebro a partir de células imunes no sistema nervoso central.

Os glóbulos brancos, que normalmente eliminam células danificadas, passam a atacar células saudáveis, resultando em graves danos neurológicos. De acordo com os pesquisadores, a substância é considerada pró-cancerígena, o que significa que pode causar câncer quando é modificada por processos metabólicos do corpo, além de desencadear distúrbios como a esclerose múltipla.


7 - Problemas no coração
A complicação cardiovascular decorrente do cigarro afeta até mesmo o fumante passivo. Pesquisadores do Departamento de Cardiologia do Erasme Hospital e a Univesité Libre de Bruxelles, na Bélgica, comprovaram que respirar as substâncias do cigarro afeta várias funções do sistema vascular arterial - e mesmo quando já não há mais fumaça no ar.

O tabagismo - tanto ativo quanto passivo - provoca elasticidade do sistema vascular.

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Hospital Psiquiátrico Porto Seguro
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