Suicídio: 6 mitos que devemos ajudar a desconstruir

 24/07/2021

Suicídio: 6 mitos que devemos ajudar a desconstruir


O principal problema do suicídio, além do ato em si, está no preconceito. É comum estigmatizar aqueles que têm comportamento suicida. São pessoas que são levadas a se sentirem envergonhadas e discriminadas.

No Brasil, morrem de suicídio mais pessoas do que as que morrem por AIDS. Ao redor do mundo, há cerca de um milhão de suicídios a cada ano.

O que é mais preocupante:
a taxa de suicídios em adultos jovens vem aumentando.

Confira os mitos mais contatos!

1. Não devemos falar sobre suicídio, pois pode incentivar o ato

O senso comum costuma apontar que falar sobre suicídio atrai o suicídio. Como se fosse um bicho papão que vem à noite e devemos esconder nossos pés, pois assim ele não terá consciência da nossa presença. O bicho papão (suicídio) estará lá, quer coloquemos nosso pé fora do cobertor ou não.

É necessário conversar sobre o pensamento de acabar com a própria vida, compreender os motivos, se há planejamento para o ato, mostrar-se disponível e evitar censurar aquele que sofre.

Além disso, não é proibido que a mídia fale sobre suicídio. Ela tem a obrigação social de tratar desse tema de forma adequada. É fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda e quais os caminhos para proteger um conhecido com ideação suicida.

2. Sinais de alívio da depressão apontam para ausência de risco de suicídio

Se, repentinamente, alguém que demonstrava ideação suicida parecer tranquilo e aliviado, isso não significa que o problema já passou. A decisão de se matar pode, por si só, deixar aquele com ideação suicida mais tranquilo.

Sabe-se que o sofrimento está na indecisão, na ausência de perspectivas ou planos. Tomar uma decisão é visto como algo que acalma, mesmo que seja a decisão errada de se matar.

Portanto, fique alerta, também, para aquele que se mostrar mais aliviado, pois ele pode ter tomado a decisão e terá sérios riscos de praticar o ato em um futuro próximo.

3. Pessoas que ameaçam se matar querem apenas chamar atenção

Boa parte daqueles que cometem suicídio expressam, nas semanas anteriores ao ato, sua vontade de cometê-lo. Ou seja, pediram ajuda!

Não veja a ameaça de se matar como forma de chamar atenção! O risco existe.

Toda pessoa que fala sobre suicídio tem risco em potencial e merece atenção especial.

Pode haver suicídio, também, por impulsividade.

4. É melhor não incomodar aquele que está deprimido.

Uma boa rede de apoio protege contra o suicídio.

São alguns fatores de risco ao suicídio: doenças mentais, idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos, ausência de filhos, desempregados ou aposentados, isolamento social, solteiros, separados ou viúvos, perdas recentes, personalidade impulsiva, doenças crônicas, dor física e ter tentado suicídio outras vezes.

São fatores que podem precipitar o suicídio: desilusão amorosa, separação, conflitos relacionais, prejuízos financeiros, perda de emprego, desonra e vergonha, embriaguez e acesso a um meio letal.

São fatores de proteção ao suicídio: autoestima elevada, laços sociais bem estabelecidos com família e amigos, crenças religiosas e razões para viver (como ter filhos, por exemplo), ausência de doença mental e acesso a serviços de saúde mental.

5. Suicídio é um ato de covardia (ou de coragem)

Na verdade, o que dirige a ação de se suicidar é uma dor psíquica (ou física) insuportável. O entendimento de quem está com este nível de sofrimento é que esta dor não vai parar nunca! Logo, o único caminho que se visualiza é o de se matar…

Quase sempre, o suicida está passando por uma doença mental que altera sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio.

6. Uma vez suicida, sempre suicida.

O risco de suicídio, quando bem tratado, é reduzido.
Após o tratamento do transtorno mental, o desejo de se matar desaparece!

Conhece alguém que está sinalizando a possibilidade de cometer o suicídio. O que fazer?

Se você suspeita que alguém próximo a você está com planos para cometer o suicídio, aproxime-se!

  • Pergunte se o pensamento existe e em que nível. Se já houve planejamento para o ato;
  • Procure ouvir atentamente. O simples ato de falar, pode diminuir a ideação suicida;
  • Expresse respeito e compreensão pelas opiniões, sentimentos e pelos valores, sem diminuir ninguém;
  • Converse abertamente;
  • Demonstre sua preocupação, cuidado e disponibilidade para ouvir;
  • Procure a família, amigos e rede de apoio para que seja possível o restabelecimento destes vínculos de proteção;
  • Remova imediatamente objetos que possam causar danos: armas, facas, remédios, cordas, cintos…;
  • Ajude aquele que sofre a buscar ajuda.


Busque atendimento psiquiátrico!

Cerca de 90% das pessoas que cometem suicídio foram diagnosticados com algum transtorno psiquiátrico, como a depressão, o transtorno bipolar e esquizofrenia.

São transtornos que, quando tratados por um profissional habilitado, podem reduzir consideravelmente o risco do ato e salvar vidas.

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Hospital Psiquiátrico Porto Seguro
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