Setembro Amarelo: vamos conversar suicídio?

 01/09/2021

Setembro Amarelo: vamos conversar suicídio?


A Campanha do Setembro Amarelo foi criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente - mas não sempre - motivada pela depressão. Mesmo com tantos casos, que nos fazem ficar atentos, cresce a cada ano e ainda existe uma grande barreira para falar sobre este problema.

Você sabe quando a campanha começou no Brasil?


No Brasil, a campanha teve início em 2015, através do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Brasília foi a primeira cidade que realizou atividades pelo Setembro Amarelo. Então, seguindo o exemplo no ano seguinte, diversas cidades de todo país também aderiram ao movimento.

Mais especificamente no dia 10 de Setembro, é estimulada a divulgação da causa em todo o mundo. Esta data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com objetivo de prevenir o ato do suicídio.

Qual o objetivo do Setembro Amarelo?


Objetivo: A conscientização sobre a prevenção do suicídio, buscando alertar toda população em relação a realidade da prática no mundo inteiro.

Qual a melhor forma de prevenção? Através de diálogos e discussões que abordem o problema de maneira séria, e não como um tabu.

Suicídio: ato de tirar a própria vida intencionalmente. Dentro desse comportamento, também observam-se os pensamentos suicidas - com planos e tentativas de morte - assim como os transtornos relacionados ao problema.

Atenção: Infelizmente para muitas pessoas, o suicídio ainda não é visto como um problema de saúde sério, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. O que faz com que a pessoa que está passando por esse problema, muitas vezes sofra calada.

Como identificar quando alguém corre risco de suicídio?

Pessoas que:

  • Apresentam comportamento retraído;
  • Apresentam convívio social conturbado;
  • Apresentam dificuldades para se relacionar com família e amigos;
  • Apresentam irritabilidade, pessimismo ou apatia;
  • Apresentam personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável;
  • Apresentam sentimentos de solidão, impotência e desesperança;
  • Escrevem cartas de despedida;
  • Falam repentinamente sobre morte ou suicídio;
  • Odeiam-se, apresentam sentimento de culpa, sentem-se com vergonha por algo;
  • Sofrem mudanças nos hábitos alimentares ou sono;
  • Tem casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, de humor, de comportamento pelo uso de álcool ou drogas, de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada;
  • Tem desejo repentino de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever testamentos;
  • Tem doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas.


O que leva uma pessoa a ter comportamentos suicidas?

  • Algum membro da família que cometeu suicídio
  • Dependência de drogas ou álcool;
  • Depressão ou transtorno bipolar;
  • Desemprego ou problemas financeiros;
  • Histórico de negligência ou abuso na infância;
  • Morte de uma pessoa querida;
  • Não aceitação da orientação sexual ou identidade de gênero;
  • Não aceitação do envelhecimento;
  • Término de relacionamentos;
  • Trauma emocional.


Detectar o potencial de comportamentos suicidas é muito importante para a prevenção. Eles são causados por situações que as pessoas encaram como devastadoras.

Como podemos ajudar?

Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais:

  • Aceitar a queixa da pessoa e respeitar seu sofrimento;
  • Conversar com a família e amigos imediatamente;
  • Contar a outras pessoas, conseguir ajuda;
  • Demonstrar preocupação e cuidado constante;
  • Identificar outras formas de apoio emocional;
  • Levar a situação a sério e verificar o grau de risco;
  • Ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo;
  • Perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores;
  • Permanecer ao lado da pessoa com o transtorno;
  • Procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles;
  • Remover os meios para o suicídio em casos de grande risco;
  • Ser afetuoso e dar o apoio necessário.


A maior parte das mortes podem ser evitadas. O diálogo sobre o assunto do suicídio é o melhor jeito de fazer isso.

Se você ou alguém que conhece possui pensamentos suicidas, não hesite, peça ajuda! Isso pode salvar uma vida.

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Hospital Psiquiátrico Porto Seguro
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